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sexta-feira, 15 de março de 2013

A poligamia e suas vantagens

Leia aqui o artigo do Sheikh Abdelbagi Sidahmed Osman, sudanês naturalizado brasileiro, imam da comunidade Muçulmana do RJ de 1993 e atual presidente desde 2000, representante da Liga Islâmica Mundial e da Organização Islâmica para a América Latina no Brasil, sobre as vantagens da poligamia.

quarta-feira, 13 de março de 2013

A Poligamia no Islamismo - Yasser Fazaga

O Sheikh Yasser Fazaga fala sobre a prática da poligamia no Islã e os aspectos da multiplicidade do casamento islâmico.

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

Poligamia é restabelecida na Líbia

Foto: wordpress.com
A Suprema Corte de Justiça restabeleceu a poligamia, revogando uma parte da lei do matrimônio do governo do Coronel Muammar Gadafi, que proibia aos homens terem mais de uma esposa, segundo relatos da imprensa. Gadafi ficou no poder durante 42 anos e foi assassinado em 2011.

De agora em diante, um homem casado poderá se casar com uma segunda mulher sem o consentimento da primeira e sem a necessidade de uma autorização de um tribunal, segundo o site ansa.it.

O homem tem também de provar perante a justiça que tem os meios financeiros necessários ao sustento de uma família alargada.

A modificação da lei do matrimônio não inclui, contudo, a introdução do "divórcio islâmico", para o qual é necessário o pronunciamento de um tribunal.

Há um ano e meio, o presidente do Conselho Nacional de Transição (opositor a Gadafi durante a guerra civil líbia em 2011), Mustafá Abdel Jalil, assegurou que a Líbia aboliria qualquer norma contrária à lei islâmica.

Vou dar o exemplo da lei do casamento e do divórcio, que proíbe a poligamia. Essa lei contradiz a Sharia", indicou Jalil, em outubro de 2011, poucos dias depois do assassinato de Gadafi nas imediações de Sirte, sua cidade natal.

Com informações das agências internacionais.

terça-feira, 15 de janeiro de 2013

Poligamia em questão

A poligamia é uma alternativa para combater os males sociais como a prostituição e a infidelidade conjugal - pelo menos essa é a opinião dos seguidores do Clube de Poligamia Ikhwan da Malásia.



Fonte: Agence France-Presse

quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

Poliandria e Poliginia

Casamento de um homem zulu (África do Sul) com quatro mulheres

«O matrimónio é poligâmico quando uma pessoa é casada ao mesmo tempo com duas ou mais pessoas do outro sexo. O casamento poligâmico denomina-se poliginia, se é o homem a ter mais de uma mulher; se, pelo contrário, for a mulher que tem mais de um marido, chama-se poliandria.

Embora na maior parte das sociedades domine a poliginia (…), a maioria dos homens tem uma só mulher, quer porque as sociedades que adoptam a monogamia abrangem a massa da população mundial, quer porque o número de mulheres não é suficiente para permitir a prática da poliginia em larga escala, nem sequer nas sociedades que adoptam esta forma de casamento.

A poliginia está cada vez menos difundida nos países muçulmanos (onde é expressamente permitida pelo Alcorão, cujo texto diz: “Desposa mulheres à tua escolha, duas, três ou quatro”), sendo hoje praticada, quase sempre, por aqueles que detêm as posições sociais mais elevadas.

A poliginia está, pelo contrário, amplamente difundida em muitas regiões da África subsariana, onde a proporção dos homens casados que têm mais de uma mulher vai dos 12% aos 40% do total, conforme os países.

Um dos factores que torna possível a poliginia nesta área é a forte diferença (cerca de 10 anos) que decorre entre a idade do casamento dos homens e das mulheres: à volta dos vinte e cinco anos e dos quinze anos, respectivamente. Além disso, por causa da forte diferença de idade e da elevada taxa de mortalidade presente nessas sociedades, as mulheres ficam viúvas muito cedo.

Nessas sociedades a poliginia difundiu-se também porque oferece algumas vantagens económicas e sociais. Para um homem dessa região, desposar mais mulheres significa ter mais filhos e mais prestígio. E permite produzir mais bens agrícolas, uma vez que o cultivo de plantas alimentares concerne quase sempre às mulheres. Por outro lado, visto que as mulheres se devem dedicar ao cultivo ou aos trabalhos domésticos, a chegada de uma nova mulher pode ser vista com agrado pelas outras mulheres, porquanto isso comporta a redução da sua carga de trabalho.

São poucas as sociedades que adoptam a poliandria. As mais conhecidas e estudadas são as do Tibete e da Índia [bem como do Butão, do Sri Lanka e algumas sociedades esquimós]. Em tais sociedades difundiu-se a família poliândrica fraterna, que se forma quando uma mulher desposa ao mesmo tempo dois ou mais irmãos e com eles vive; uma vez casados, os irmãos têm os mesmos direitos e as mesmas obrigações para com a prole e a mulher comum: os irmãos devem todos trabalhar para sustentar a família, enquanto a mulher deve cumprir as tarefas domésticas para todos e, no tocante às relações sexuais, deve passar, à vez, uma noite com um dos irmãos.

A poliandria ocorre em sociedades em que o infanticídio feminino faz com que existam bastante menos mulheres que homens [como sucede, ou sucedia, nalgumas zonas da Índia] ou em sociedades com poucos recursos. No Tibete, por exemplo, a propriedade fundiária de uma família é transmitida a todos os filhos em comum, e não dividida em lotes que poderiam não ser suficientemente grandes para manter a família de cada um; por isso, os irmãos têm em comum a terra e também a mulher.»

Lucia DeMartis, Compêndio de Sociologia, Edições 70, Lisboa, 2006, pp. 139-141.