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quarta-feira, 20 de março de 2013

Mulher é casada com grupo de cinco irmãos

Foto: Reprodução
Quando casou oficialmente com Guddu, Rajo Verma, uma indiana de 21 anos, já esperava que os seus cunhados se tornassem, também, seus maridos. Rajo é casada no papel, mas vive com mais quatro maridos, todos irmãos de Guddu.

Os cinco vivem numa casa com um quarto e Rajo dorme com um marido diferente, todas as noites. Este facto faz com que a mulher não saiba quem é o pai do seu filho de 18 meses.

Guddu disse ao jornal «The Sun» que não tem problemas em dividir a mulher com os irmãos: «Todos temos sexo com ela mas eu não sou ciumento. Somos uma grande e feliz família».

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quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

Poliandria e Poliginia

Casamento de um homem zulu (África do Sul) com quatro mulheres

«O matrimónio é poligâmico quando uma pessoa é casada ao mesmo tempo com duas ou mais pessoas do outro sexo. O casamento poligâmico denomina-se poliginia, se é o homem a ter mais de uma mulher; se, pelo contrário, for a mulher que tem mais de um marido, chama-se poliandria.

Embora na maior parte das sociedades domine a poliginia (…), a maioria dos homens tem uma só mulher, quer porque as sociedades que adoptam a monogamia abrangem a massa da população mundial, quer porque o número de mulheres não é suficiente para permitir a prática da poliginia em larga escala, nem sequer nas sociedades que adoptam esta forma de casamento.

A poliginia está cada vez menos difundida nos países muçulmanos (onde é expressamente permitida pelo Alcorão, cujo texto diz: “Desposa mulheres à tua escolha, duas, três ou quatro”), sendo hoje praticada, quase sempre, por aqueles que detêm as posições sociais mais elevadas.

A poliginia está, pelo contrário, amplamente difundida em muitas regiões da África subsariana, onde a proporção dos homens casados que têm mais de uma mulher vai dos 12% aos 40% do total, conforme os países.

Um dos factores que torna possível a poliginia nesta área é a forte diferença (cerca de 10 anos) que decorre entre a idade do casamento dos homens e das mulheres: à volta dos vinte e cinco anos e dos quinze anos, respectivamente. Além disso, por causa da forte diferença de idade e da elevada taxa de mortalidade presente nessas sociedades, as mulheres ficam viúvas muito cedo.

Nessas sociedades a poliginia difundiu-se também porque oferece algumas vantagens económicas e sociais. Para um homem dessa região, desposar mais mulheres significa ter mais filhos e mais prestígio. E permite produzir mais bens agrícolas, uma vez que o cultivo de plantas alimentares concerne quase sempre às mulheres. Por outro lado, visto que as mulheres se devem dedicar ao cultivo ou aos trabalhos domésticos, a chegada de uma nova mulher pode ser vista com agrado pelas outras mulheres, porquanto isso comporta a redução da sua carga de trabalho.

São poucas as sociedades que adoptam a poliandria. As mais conhecidas e estudadas são as do Tibete e da Índia [bem como do Butão, do Sri Lanka e algumas sociedades esquimós]. Em tais sociedades difundiu-se a família poliândrica fraterna, que se forma quando uma mulher desposa ao mesmo tempo dois ou mais irmãos e com eles vive; uma vez casados, os irmãos têm os mesmos direitos e as mesmas obrigações para com a prole e a mulher comum: os irmãos devem todos trabalhar para sustentar a família, enquanto a mulher deve cumprir as tarefas domésticas para todos e, no tocante às relações sexuais, deve passar, à vez, uma noite com um dos irmãos.

A poliandria ocorre em sociedades em que o infanticídio feminino faz com que existam bastante menos mulheres que homens [como sucede, ou sucedia, nalgumas zonas da Índia] ou em sociedades com poucos recursos. No Tibete, por exemplo, a propriedade fundiária de uma família é transmitida a todos os filhos em comum, e não dividida em lotes que poderiam não ser suficientemente grandes para manter a família de cada um; por isso, os irmãos têm em comum a terra e também a mulher.»

Lucia DeMartis, Compêndio de Sociologia, Edições 70, Lisboa, 2006, pp. 139-141.

sábado, 8 de dezembro de 2012

Jennifer Love Hewitt desenvolve filme com a Lifetime sobre a poliandria

A atriz de The Client List e Ghost Whisperer vai desenvolver mais um projeto com a Lifetime. Jennifer Love Hewitt fará a produção executiva do filme Mrs. G’s Bigger Love. Antes deste projeto, a atriz já tinha firmado parceria com a Lifetime através da sua produtora Fedora Films e desenvolvido a série The Client List e recentemente acertado a produção de mais uma série baseada no próprio livro de Hewitt, The Day I Shot the Cupid (“O Dia Que Eu Acertei o Cupido”).

O filme terá roteiro escrito por Julie Golden e é baseado no blog de Heather Gatticio, Derfwad Manor. Nos posts do blog, Gatticio é uma esposa feliz que trata sobre como se tornar uma mulher polígama e casar-se com homens como George Clooney, Brad Pitt e Javier Bardem. O projeto da Lifetime segue uma fictícia dona de casa entediada de Seattle, no estado americano de Washington, e o dia a dia de seu blog que fala de poliandria (poligamia feminina).

Quando o blog atrai as atenções de um agente de livros, ela vê chegando muito perto toda a fama e o dinheiro que desejava, então como uma dona de casa frustrada. Assim, a blogueira precisa esconder sua vida normal e perpetuar o mito de que mantém um relacionamento polígamo.

Hewitt vai fazer a produção executiva do filme junto com Jeanie Bradley, também executiva da Fedora Films.

Com informações do Deadline.