O debate sobre igualdade no casamento frequentemente centra-se, por mais que discretamente, num apelo à Bíblia. Infelizmente, tais apelos frequentemente refletem uma falta de conhecimento bíblico por parte daqueles que usam essa coleção complexa de textos como uma autoridade para decretar política social moderna.O texto original pode ser encontrado no site The Des Moines Register.
Como estudiosos acadêmicos da Bíblia, desejamos esclarecer que os textos bíblicos não apoiam a alegação frequente de que o casamento entre um homem e uma mulher é o único tipo de casamento considerado aceitável pelos autores da Bíblia.
O fato de que o casamento não é definido apenas como aquele entre um homem e uma mulher reflete-se no verbete sobre "casamento" no competente Eerdmans Dictionary of the Bible (2000): "Casamento é uma expressão de padrões familiares de parentesco nos quais tipicamente uma mulher e pelo menos uma mulher coabitam publica e permanentemente como uma unidade social básica" (pág. 861).
A frase "pelo menos uma mulher" reconhece que a poligamia não apenas era permitida, mas algumas figuras bíblicas polígamas (p.ex. Abraão, Jacó) foram altamente abençoados. Em 2 Samuel 12:8, o autor diz que foi Deus quem Deus múltiplas esposas a Davi: "dei-te a casa de teu senhor e as mulheres de teu senhor em teus braços; (...) e, se isto fora pouco, eu teria acrescentado tais e tais coisas" (Revised Standard Version).
De fato, havia uma variedade of uniões e configurações familiares que eram admissíveis nas culturas que produziram a Bíblia e estas variavam da monogamia (Tito 1:6) àquelas em que vítimas de estupro eram forçadas a se casar com seu estuprador (Deuteronômio 22:28-29) e àquelas ordens de casamento levirato que obrigavam um homem a se casar com a viúva de seu irmão independente do estado civil do irmão vivo (Deuteronômio 25:5-10; Gênesis 38; Rute 2:4). Outros insistem que o celibato era a opção preferida (2 Coríntios 7:8, 28).
Embora alguns possam ver a interpretação de Jesus para Gênesis 2:24 em Mateus 19:3-10 como um endosso da monogamia, Jesus e outros intérpretes judeus concederam que havia também entendimentos não-monogâmicos dessa passagem no judaísmo antigo, incluindo aqueles que permitiam divórcio e segundo casamento.
Na verdade, durante uma discussão do casamento em Mateus 19:12, Jesus até encoraja aqueles que podem se castrar "para o reino" e viver uma vida de celibato.
Esdras 10:2-11 proíbe o casamento inter-racial e ordena àquelas pessoas de Deus que já tinham esposas estrangeiras a se divorciarem delas imediatamente.
Então, enquanto não é correto afirmar que os textos bíblicos permitiriam casamentos entre pessoas do mesmo sexo, é igualmente incorreto declarar que um casamento entre "um homem e uma mulher" é o único tipo de casamento admissível considerado legítimo nos textos bíblicos.
Este não é apenas nossa opinião acadêmica moderna. Esta visão de definições múltiplas de casamento "bíblico" tem sido reconhecido por alguns dos mais proeminentes nomes na cristandade. Por exemplo, o célebre reformacionista Martinho Lutero escreveu uma carta em 1524 na qual ele comentou sobre a poligamia como segue: "Confesso que não posso proibir uma pessoa de se casar com várias esposas, pois isto não se opõe às Sagradas Escrituras".
Consequentemente, devemos nos guardar contra a tentativa de usar textos antigos para regular ética e morais modernas, especialmente aqueles textos antigos cujos endossos de outras instituições sociais, tais como escravidão, seriam universalmente condenados hoje, mesmo pelos mais partidários dos cristãos.
Poligamia: união conjugal de uma pessoa com várias outras. Poliginia: estado de um homem casado simultaneamente com várias mulheres. Poliandria: estado de uma mulher casada simultaneamente com vários homens. Poliamor: prática, desejo ou aceitação de ter mais de um relacionamento íntimo simultaneamente com o conhecimento e consentimento de todos os envolvidos, não devendo no entanto ser confundido com pansexualidade. (Fontes: Dic. Houaiss/Wikipedia)
sexta-feira, 7 de junho de 2013
Um homem e uma mulher não é única configuração de família na Bíblia, afirmam teólogos
Nos EUA, em plena discussão sobre o casamento gay, três pesquisadores de importantes universidades de Iowa publicaram há cinco dias um estudo sobre a questão do casamento na Bíblia. Hector Avalos, Robert R. Cargill e Kenneth Atkinson são professores universitários e afirmam que a Bíblia não coloca o casamento como algo entre um homem e uma mulher, ao contrário. Confira o texto na íntegra traduzido por nós:
sábado, 1 de junho de 2013
A poligamia sobrevive em comunidades indígenas no sul do Chile
No sul do Chile, nas comunidades indígenas que habitam a região de Araucanía, algumas mulheres compartilham o mesmo marido, mantendo viva a prática da poligamia que os mapuches exerceram desde os tempos antigos e hoje é pouco conhecido no país, onde não tem respaldo legal.
"Normalmente, é uma prática que é aceita, mas, obviamente, você pode encontrar as mulheres que não querem", diz à agência de notícias EFE a antropóloga Natalia Caniguán Mapuche, que disse que às vezes segundas esposas são irmãs ou parentes da primeira.
"É parte de sua cultura. É tido como normal. Eles estão acostumado e é aceito. Eles vivem em comunidades e no seio das comunidades têm várias famílias", confirma uma assistente social do Fundo de Solidariedade e Investimento Social (Fosis).
Existem cerca de 3000 comunidades mapuches - a principal etnia indígena do país - na região da Araucanía, situada a cerca de 600 quilômetros ao sul de Santiago e onde, segundo números oficiais, cerca de 22,9% da população vive na pobreza ou na pobreza extrema.
Ali, na comuna de Ercilla, o Fosis - dependente do Ministério de Desenvolvimento Social - lançou um projeto dotado de cerca de 100.000 dólares para entregar aos vizinhos ferramentas, maquinários ou animais que lhes permitam aumentar sua renda.
Este programa beneficia a 90 usuários, dos quais 95% são mulheres mapuches, que têm, em média, 3,8 filhos.
Seus maridos, segundo dados desse projeto, possuem uma média de 2,3 esposas, com as quais compartilham vários filhos, embora as mulheres vivam em casas diferentes dentro da mesma comunidade.
Inseridas numa economia de subsistência, elas são as principais provedoras do lar: cuidam de sua prole, semeiam e colhem moagem, cortam e transportam a lenha, extraem a água de poços e nascentes e vendem seus produtos nos povoados mais próximos.
"As mulheres aceitam essa situação e os filhos muitas vezes são amigos", descreve a funcionária do Fosis, que prefere manter-se annônima.
Os homens, assegura, assumem uma carga menor de trabalho e, entre eles, o alcoolismo é um problema recorrente.
Embora, neste caso, pareça ser comum a poligamia, a antropóloga Natalia Caniguán crê que esta prática, pouco conhecida para o resto dos chilenos, já não é tão comum como era antes de 1880, quando o Estado chileno impôs sua lei nessa região.
"As regras matrimoniais mapuches estavam dominads pelas condições de guerra a que estava submetida sua sociedade", explica o renomado antropólogo chileno José Bengoa em seu livro "Historia del pueblo mapuche: Siglo XIX y XX".
Ele acrescenta que "o sistema de troca generalizada de mulheres tendia a assegurar duas questões fundamentais: um alto nível de reprodução da população e uma possibilidade de selar alianças militares. É por isso que os mapuches defendiam a poligamia como um elemento central da organização de sua sociedade".
Segundo Bengoa, um cacique com dez mulheres podia chegar a ter mais de 50 filhos e uma grande quantidade de possibilidades de alianças políticas. "Daí que o rejeição da religião católica sempre se produziu a partir da proibição que esta fazia da poligamia", raciocina.
"Quando a Igreja Católica chegou aos territórios indígenas ela reprimiu a poligamia e impôs um sistema monogâmico", recorda Natalia Caniguán, que aponta que esse costume era próprio de homens com poder econômico, que estava determinado pela posse de terras e animais.
A poligamia, "dada a realidade atual de poucas terras, das divisões territoriais e da migração, já não cumpre esse objetivo", reflete essa especialista.
Na verdade, essa região tem sido há anos cenário de um conflito entre grupos mapuches e empresas agrícolas e florestais, que exigem a devolução de terras que consideram ancestrais.
Assim, em termos econômicos, atualmente, esta prática pode significar inclusive mais gastos para o homem que tem várias esposas e, em termos jurídicos, pode levar a alguns problemas, já que a poligamia não tem cobertura legal no Chile.
Por isso, só uma das esposas pode estar casada legalmente com o homem e isso tem repercussões na partilha da herança, aponta Caniguán: "As terras ficam para os filhos da mulher com quem o homem está casado. As outras não podem receber nada".
Ainda assim, esta prática segue viva, alimentada pela força do costume.
As informações são da agência de notícias espanhola EFE, através do jornal equatoriano El Comercio.
"Normalmente, é uma prática que é aceita, mas, obviamente, você pode encontrar as mulheres que não querem", diz à agência de notícias EFE a antropóloga Natalia Caniguán Mapuche, que disse que às vezes segundas esposas são irmãs ou parentes da primeira.
"É parte de sua cultura. É tido como normal. Eles estão acostumado e é aceito. Eles vivem em comunidades e no seio das comunidades têm várias famílias", confirma uma assistente social do Fundo de Solidariedade e Investimento Social (Fosis).
Existem cerca de 3000 comunidades mapuches - a principal etnia indígena do país - na região da Araucanía, situada a cerca de 600 quilômetros ao sul de Santiago e onde, segundo números oficiais, cerca de 22,9% da população vive na pobreza ou na pobreza extrema.
Ali, na comuna de Ercilla, o Fosis - dependente do Ministério de Desenvolvimento Social - lançou um projeto dotado de cerca de 100.000 dólares para entregar aos vizinhos ferramentas, maquinários ou animais que lhes permitam aumentar sua renda.
Este programa beneficia a 90 usuários, dos quais 95% são mulheres mapuches, que têm, em média, 3,8 filhos.
Seus maridos, segundo dados desse projeto, possuem uma média de 2,3 esposas, com as quais compartilham vários filhos, embora as mulheres vivam em casas diferentes dentro da mesma comunidade.
Inseridas numa economia de subsistência, elas são as principais provedoras do lar: cuidam de sua prole, semeiam e colhem moagem, cortam e transportam a lenha, extraem a água de poços e nascentes e vendem seus produtos nos povoados mais próximos.
"As mulheres aceitam essa situação e os filhos muitas vezes são amigos", descreve a funcionária do Fosis, que prefere manter-se annônima.
Os homens, assegura, assumem uma carga menor de trabalho e, entre eles, o alcoolismo é um problema recorrente.
Embora, neste caso, pareça ser comum a poligamia, a antropóloga Natalia Caniguán crê que esta prática, pouco conhecida para o resto dos chilenos, já não é tão comum como era antes de 1880, quando o Estado chileno impôs sua lei nessa região.
"As regras matrimoniais mapuches estavam dominads pelas condições de guerra a que estava submetida sua sociedade", explica o renomado antropólogo chileno José Bengoa em seu livro "Historia del pueblo mapuche: Siglo XIX y XX".
Ele acrescenta que "o sistema de troca generalizada de mulheres tendia a assegurar duas questões fundamentais: um alto nível de reprodução da população e uma possibilidade de selar alianças militares. É por isso que os mapuches defendiam a poligamia como um elemento central da organização de sua sociedade".
Segundo Bengoa, um cacique com dez mulheres podia chegar a ter mais de 50 filhos e uma grande quantidade de possibilidades de alianças políticas. "Daí que o rejeição da religião católica sempre se produziu a partir da proibição que esta fazia da poligamia", raciocina.
"Quando a Igreja Católica chegou aos territórios indígenas ela reprimiu a poligamia e impôs um sistema monogâmico", recorda Natalia Caniguán, que aponta que esse costume era próprio de homens com poder econômico, que estava determinado pela posse de terras e animais.
A poligamia, "dada a realidade atual de poucas terras, das divisões territoriais e da migração, já não cumpre esse objetivo", reflete essa especialista.
Na verdade, essa região tem sido há anos cenário de um conflito entre grupos mapuches e empresas agrícolas e florestais, que exigem a devolução de terras que consideram ancestrais.
Assim, em termos econômicos, atualmente, esta prática pode significar inclusive mais gastos para o homem que tem várias esposas e, em termos jurídicos, pode levar a alguns problemas, já que a poligamia não tem cobertura legal no Chile.
Por isso, só uma das esposas pode estar casada legalmente com o homem e isso tem repercussões na partilha da herança, aponta Caniguán: "As terras ficam para os filhos da mulher com quem o homem está casado. As outras não podem receber nada".
Ainda assim, esta prática segue viva, alimentada pela força do costume.
As informações são da agência de notícias espanhola EFE, através do jornal equatoriano El Comercio.
sábado, 25 de maio de 2013
Poligamia é legalizada na Holanda
"Eu amo tanto Bianca quanto Mirjam, então eu me casei com as duas", disse Victor. Ele já era casado com Bianca há dois anos e meio. Eles encontraram Mirjam Geven graças a uma página de bate-papo na internet. Dois meses depois, Mirjam deixou o marido para viver com Victor e Bianca. "Um casamento entre três pessoas não é possível na Holanda, mas uma união civil, sim. Fomos para o cartório, vestidos como noivos, e trocamos alianças. Nós pensamos que este é apenas um casamento normal".
Holanda e Bélgica foram os primeiros países a legalizar o casamento de pessoas do mesmo sexo, abrindo assim o caminho para casamentos diferentes do entre uma homem e uma mulher, na forma da lei.
Com informações do jornal italiano La Stampa.
sexta-feira, 24 de maio de 2013
Poligamia persiste no Vietnã apesar do meio século de proibição
Ter um filho varão e gozar de um suposto prestígio em uma sociedade machista como é o caso da vietnamita mantêm viva a poligamia neste país, apesar de a prática estar proibida há mais de meio século.
"Antes era habitual que muitos homens tivessem várias mulheres. Era lendário o número de concubinas de alguns imperadores. Mas, desde que foi proibida em 1959, a poligamia se transformou em um fenômeno muito menos frequente", explica Nguyen Hieu, professor de Psicologia em Ho Chi Minh (antiga Saigon).
A aldeia de Dak Ria, na província meridional de Binh Phuoc, é um dos lugares do Vietnã nos quais a poligamia sobrevive, ainda que com menos vigor que há alguns anos.
"Quando eu era criança, os homens mais ricos tinham até dez esposas", lembra Dieu Xay, de 57 anos e chefe da aldeia.
"Na época era um sinal de prestígio social e os demais homens atribuíam aos polígamos poderes mágicos para atrair as mulheres. Mas hoje têm, no máximo, duas esposas e são poucos", acrescenta.
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"Antes era habitual que muitos homens tivessem várias mulheres. Era lendário o número de concubinas de alguns imperadores. Mas, desde que foi proibida em 1959, a poligamia se transformou em um fenômeno muito menos frequente", explica Nguyen Hieu, professor de Psicologia em Ho Chi Minh (antiga Saigon).
A aldeia de Dak Ria, na província meridional de Binh Phuoc, é um dos lugares do Vietnã nos quais a poligamia sobrevive, ainda que com menos vigor que há alguns anos.
"Quando eu era criança, os homens mais ricos tinham até dez esposas", lembra Dieu Xay, de 57 anos e chefe da aldeia.
"Na época era um sinal de prestígio social e os demais homens atribuíam aos polígamos poderes mágicos para atrair as mulheres. Mas hoje têm, no máximo, duas esposas e são poucos", acrescenta.
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quinta-feira, 23 de maio de 2013
As relações poliamorosas podem prosperar?
A psicoterapeuta alemã Heike Melzer considera o poliamor como "um jogo de equilíbrio que custa muita energia e que implica muito valor
A psicoterapeuta alemã Heike Melzer considera o poliamor como um "jogo de equilíbrio que custa muita energia e que implica muito valor". E o poliamoroso entra em um terreno novo, inseguro, muito longe do modelo de relação romântica monogâmico.
Christopher Gottwald, da Associação Rede de Poliamorosos, tem 42 anos e desde mais de 12 anos mantêm uma relação poliamorosa com Heike. Eles vivem juntos há nove anos e têm três filhos. Os dois tem mais parceiros. Claro que às vezes sentem ciúmes, mas não querem impor restrições a seu par, assegura Christopher.
Gabriele Aigner, terapeuta sexual e para casais, sempre escuta apenas histórias de pessoas poliamorosas cujas relações não funcionam bem. Aigner vê com ceticismo o poliamor. "Sempre haverá pessoas que querem experimentá-lo, mas a única coisa importante é que as pessoas envolvidas se sintam bem".
No entanto, muitos acham difícil aceitar que estejam sozinhos em casa enquanto a parceira se encontra com outro homem ou outra mulher. "Não se pode evitar que alguém de imaginar o que a parceira está fazendo com a amante ou o amante", disse Aigner. A longo prazo, isso não pode funcionar bem, opina a terapeuta. Segundo ela, na maioria dos casos, tudo chega a uma fase em que os casais estão experimentando com várias relações, mas ao final a maioria volta à monogamia.
Silvio Wirth, de 42 anos, decidiu fazer uma nova tentativa monogâmica. Este psicólogo e administrador de uma página sobre poliamor vive com sua noiva há dez anos e faz quase dois que voltou à monogamia. "Simplesmente queríamos voltar a nos centrar na relação principal. Tínhamos muito pouco tempo um ao outro". Quando Silvio tinha 23 anos, ele se apaixonou por duas mulheres e buscou uma solução para resolver a situação. O poliamor lhe pareceu uma possibilidade adequada. "É uma vida amorosa muito rica e multifacetada", disse. No entanto, ele considera que os casais devem formular regras para que possa funcionar.
A principal máxima consiste em começar unicamente uma relação com cada pessoa que pense exatamente da mesma forma. "Não se chega a nenhuma parte se apenas um crê na monogamia e em algum momento tenta afastar o amor de seu parceiro", argumenta Wirth.
O poliamor não é um conceito que implique em tirar proveito de uma pessoa, sublinha a psicoterapeuta Heike Melzer. O que os poliamorosos buscam, explica, não é apenas satisfazer seus impulsos sexuais, mas também lhes interessa muito o amor, o compromisso e a confiança. As mulheres, por exemplo, buscam homens que as vejam como pessoa e não apenas por seu corpo.
Mas como explicar um relacionamento com vários parceiros aos pais, amigos e colegas? "Se você encontrou algo que te preenche e te faz sentir feliz, deve aceitá-lo com satisfação", disse Heike Melzer.
As informações são do site Vanguardia.
sexta-feira, 10 de maio de 2013
Juristas analisam propostas para atualização do direito de família angolano
Juristas angolanos e estudantes de direito estão reunidos, em Luanda, hoje, para analisar a terceira e última parte do recolhimento de contribuições para a alteração do Código da Família, que posteriormente serão remetidas ao pessoal que está elaborando a reforma da justiça e o futuro Código da Família.
A informação foi prestada à imprensa pela presidente da Associação Angolana de Mulheres de Carreira Jurídica, Solange Machado, segundo a qual durante os dois dias anteriores debateram uma variedade de temas relativos aos crimes de família que estão consagrados no Código Penal, a constituição da família, união de fato e pactos de convivência, para regular a situação de futuros conflitos que podem existir na relação de união de facto.
Foi igualmente refletida a poligamia, seu enquadramento ou não na união de fato, a mutabilidade do regime de casamento. O nosso é imutável, acrescentou, tendo realçado sido debatidos também o estabelecimento filiação, adoção e mediação como forma de resolução de conflitos, com vista a ajudar a carga que o tribunal tem, bem como algumas inovações.
Para si, Angola tem um código bastante inovador, só que precisa ser atualizado e acompanhar a dinâmica, como qualquer outro livro, tendo em conta que existe desde 1988.
“Precisam ser introduzidas algumas situações que no antigo código não foram analisadas e melhorar outras”, frisou.
A informação foi prestada à imprensa pela presidente da Associação Angolana de Mulheres de Carreira Jurídica, Solange Machado, segundo a qual durante os dois dias anteriores debateram uma variedade de temas relativos aos crimes de família que estão consagrados no Código Penal, a constituição da família, união de fato e pactos de convivência, para regular a situação de futuros conflitos que podem existir na relação de união de facto.
Foi igualmente refletida a poligamia, seu enquadramento ou não na união de fato, a mutabilidade do regime de casamento. O nosso é imutável, acrescentou, tendo realçado sido debatidos também o estabelecimento filiação, adoção e mediação como forma de resolução de conflitos, com vista a ajudar a carga que o tribunal tem, bem como algumas inovações.
Para si, Angola tem um código bastante inovador, só que precisa ser atualizado e acompanhar a dinâmica, como qualquer outro livro, tendo em conta que existe desde 1988.
“Precisam ser introduzidas algumas situações que no antigo código não foram analisadas e melhorar outras”, frisou.
quinta-feira, 2 de maio de 2013
"Religão não faz parte da nossa vida. Religião é a nossa vida"
Pela primeira vez, uma comunidade no Arizona (EUA) onde a poligamia abre suas portas ao National Geographic Channel. A nova série, "Polygamy, USA", estreia na terça-feira, dia 7 de maio.
Polygamy, USA, que estreia nos EUA na terça-feira, dia 7, no National Geographic Channel, pela primeira vez entra nas vidas diárias de famílias nesta comunidade comprometida sinceramente à sua fé - mesmo que isso signifique violar a lei.
"Por mais de dez anos, o National Geographic Channel tem levado os leitores para dentro da vida de tipos "estranhos", pessoas cujo modo de vida desvia-se do que muitos consideram a norma", disse Alan Eyres, vice-presidente sênior de programação e desenvolvimento do National Geographic Channel. "Mas “But be they preppers or polygamists, they are people, with incredible stories that help us further open a window to the world.”
Esse é um estilo de vida com uma história que remonta a gerações, mas que eles devem proteger não apenas do escrutínio externo, mas também das atitudes em evolução de cada nova geração. Alguns mostram que estão comprometidos ao mudo de vida que lhes foi ensinado, enquanto outros reposicionam as normas com as quais eles cresceram. É um olhar fascinante em um modo de vida que pode ser difícil de entender, enquanto pode também ser surpreendentemente familiar.
Mas o casamento plural é apenas uma parte da história em Polygamy, USA. Desde o início, os espectadores recebem uma visão interna dos rituais desse grupo fundamentalista, incluindo orações matinais, reuniões, serviços dominicais, batismos e funerais.
Os idosos da comunidade empenham-se para assegurar que influências externas do mundo não distraiam a geração mais jovem de manter essas tradições, um desafio imenso dados os olhares curiosos e murmúrios muitas vezes suportados quando eles se aventuram fora da comunidade. Para membros novos e antigos, sacrifícios devem ser feitos e um meio termo deve ser encontrado para que a cidade sobreviva.
A série foca em três diferentes famílias polígamas e um dos jovens solteiros da comunidade:
- Arthur Hamon é um dos fundadores de Centennial Park. Ele ajudou a construir a cidade 30 anos atrás depoi que ele e outros se separaram de uma comunidade próxima por causa de uma disputa religiosa.
Arthur agora dirige o programa missionário de Centennial Park, um exército voluntário de homens solteiros e jovens que trabalham para a comunidade. Como líder desse grupo, Arthur procura guiar esses jovens centrá-los antes que se tornem líderes de suas próprias famílias plurais. "Se os garotos decidem, OK, eu não quero fazer parte disso, tudo bem", diz Arthur. "Eles são seus próprios árbitros. Não acreditamos na escravidão". Mas Arthur não consegue evitar ficar incomodado com um jovem que escolheu forjar seu próprio caminho: seu filho, Ezra. - Hyrum Burton é um dos missionários de Arthur. Embora para muitos o serviço dure apenas dois anos, Hyrum serviu por quase quatro. Enquanto ele está ansioso para terminar e seguir em frente com o casamento, ele também acredita que deve esperar até que esse tempo serja ordenado por Deus. "Se eu seguir essas regras, sabe, talvez eu possa chegar a um ponto no crescimento do meu caráter onde o Senhor vai me abençoar com uma mulher". Enquanto isso, ele organiza competições esportivas e participa dos eventos sociais da comunidade, esperando para ver se suas interações com jovens mulheres da comunidade vai levar uma delas a selecioná-lo como marido - aqui, sua fé os ensina que Deus diz às mulheres, não aos homens, com quem se casar.
- Isaiah Thomson, um polígamo de sexta geração com duas jovens esposas e cinco jovens filhos. "Tão cedo quanto me lembro, eu queria viver na fé", diz. Suas esposas Marleen e Becca lidam com o ciúmes entre si, mas verdadeiramente acreditam que estão onde Deus quer que elas estejam. Com tantas bocas para alimentar, Isaiah é muitas vezes forçado a sair por semanas de cada vez para trabalhar, deixando as mulheres sozinhas em casa para cuidar da família. Mas apesar dessas lutas, eles planejam em ter mais filhos e estão ansiosos pela possibilidade de que uma terceira esposa entre para a família.
- Michael Cawley, como muitos outros, trabalha duro no casamento - acontece que ele tem três esposas e 18 filhos. "As pessoas podem perguntar, é possível amar três esposas ao mesmo tempo?", diz. "Sim, eu consigo amar mais de uma mulher. Genuinamente, verdadeiramente amar". Atualmente ele está mais preocupado com sua filha mais velha, Rose Marie, que atingiu a idade na qual ela pode se casar, mas não recebeu o sinal de Deus. Com encorajamento de seu pai e das três mães, Rose Marie trabalha duro para se preparar para as responsabilidades do casamento, enquanto também ora pelo nome de seu futuro marido.
Com informações da assessoria de imprensa do National Geographic Channel.
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