quarta-feira, 31 de julho de 2013

Lista de discussão no Yahoo! Grupos

Grupo para discussões de questões sobre poligamia baseada no cristianismo. Como esse tema aparece frequentemente em listas mórmons e parece causar muita discórdia, esta lista irá proporcionar um local para discussão desse tema.

Temos uma política de não permitir que cópias de postagens desta lista sejam usadas contra usuários (ou não-usuários) desta lista de qualquer maneira. Este não é um fórum público, é o mesmo que minha sala de estar. O que é discutido aqui não sai daqui. (Isso também significa que somos gentis uns com os outros ou corremos o risco de sermos dobrados no sofá-cama.)

Este grupo não é especificamente para líderes da Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias ou qualquer outra religião organizada e qualquer informação obtida desta lista não pode ser usada por conselhos disciplinares sob qualquer condição.

Se você não concorda com essas políticas - por favor, saia da lista.

Se você tem quaisquer dúvidas que você não tem coragem de perguntar ao grupo, sinta-se livre para me mandar um e-mail privado. Por favor, inclua uma breve explicação de quem você é quando fizer isso.

A lista de usuários do grupo está disponível apenas para mim, então não se preocupe sobre outras pessoas verem quem você é - a menos que você poste e assine com seu nome, como alguns de nós. :-)

Apesar das políticas definidas aqui, por favor, esteja ciente de que não podemos impedir seu Bispo de excomungá-lo por postar aqui. Sinto muito.

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quarta-feira, 17 de julho de 2013

Quênia avança para a legalização da poligamia

Um projeto de lei que introduz mudanças profundas nas leis que governam a instituição matrimonial no Quênia acaba de ser introduzido no Parlamento desse país africano.

O projeto contempla a legalização da poligamia, sempre e quando a esposa ou esposas anteriores deem seu consentimento por escrito.

A lei também estabelece a divisão igualitária entre as esposas dos bens adquiridos no matrimônio quando este termina.

Uma cláusula controversa que proibia impor um preço às noivas – ou o pagamento de uma soma em dinheiro para a família da noiva por parte do noivo – foi eliminada.

As informações são do portal da emissora de TV britânica BBC.

sexta-feira, 5 de julho de 2013

Esposas polígamas são mais felizes, diz rainha de tribo africana

Rainha Nompumelelo MaMchiza, esposa do Rei Zulu Goodwill Zwelithini
(Foto: Phumlani Thabethe/The New Age Online)
Mulheres em casamentos polígamos estão melhor do que aquelas em casamentos civis, disse na quinta-feira a esposa do rei da nação Zulu Goodwill Zwelithini, a rainha Nompumelelo MaMchiza.

Ela estava falando a mulheres líderes do parlamento de KwaZulu-Natal e da região norte do Cabo, na África do Sul.

A rainha disse que a maioria das mulheres casadas enfrentavam algum tipo de cenário polígamo, mas aquelas em casamentos polígamos estavam numa situação muito "melhor, porque todos sabem o que acontece nesse casamento".

"Posso telefonar para o meu marido a qualquer momento, porque mesmo se ele estiver com outra esposa, eu posso ligar porque nosso casamento é às claras", disse.

O presidente da África do Sul, Jacob Zuma, foi largamente criticado por se casar com mais de uma esposa.

A quinta esposa do rei Zulu Goodwill Zwelithini foi franca em sua discussão sobre casamentos tradicionais versus casamentos modernos.

"Essa é uma questão controversa que você me pediu para discutir aqui hoje mas tenho visto casamentos modernos de meus pais e tenho testemunhado elementos de destruição dentro deles. Eu vim de um casamento tradicional e posso dizer, é o mesmo roteiro com um elenco diferente.

A rainha, que vive no Palácio eNyokeni em Nongoma, a única residência tradicional do rei, é professora. Ela anunciou que as datas para o tradicional baile anual da cana Zulu seriam alteradas esse ano. Ela disse que o baile, que reúne 25.000 virgens Zulu no Palácio eNyokeni, coincidiam com os exames matriciais.

"Esse ano o baile vai acontecer a partir de 1º de setembro. O monarca está preocupado que o baile coincida com exames importantes, acrescentando que crianças a partir dos três anos deveriam participar do evento que se destina a mostrar a pureza das meninas", disse.

Ela foi contundente em seu ataque contra pessoas que criticam o baile.

"Algumas pessoas dizem que o rei escolhe uma esposa no baile. Isso é incorreto. Se fosse esse o caso, então ele teria 30 esposas porque esse o baile completa 30 anos em 2013".

As informações são do site The New Age Online.

sábado, 29 de junho de 2013

Polígamos consideram decisões da Suprema Corte dos EUA promissoras

Polígamos veem a revogação do DOMA e da Proposição 8 pela Suprema Corte dos EUA como um passo para uma maior aceitação social – e por sua vez, legal – da poligamia. Estudiosos legais, por outro lado, não estão tão otimistas.

As decisões histórica da Suprema Corte dos Estados Unidos sobre o casamento gay deram um sentimento de otimismo não só para a comunidade gay e lésbica: polígamos também estão lendo esperança nas entrelinhas.

No seu voto para EUA vs. Windsor, o Juiz Kennedy argumentou que a Lei de Defesa do Casamento, que define o casamento estritamente como entre um homem e uma mulher, é inconstitucional porque marca homossexuais como cidadãos de segunda categoria. Minutos depois, o presidente da Corte, juiz Roberts, derrubou a Proposição 8, uma emenda constitucional que baniu o casamento de pessoas do mesmo sexo na Califórnia

Enquanto essas decisões afetam diretamente apenas os estados que legalizaram o casamento de pessoas do mesmo sexo, aqueles que apoiam uniões plurais veem as revogações como um progresso para sua causa porque elas ampliam a definição de casamento.

A poligamia tem recebido exposição popular nos Estados Unidos devido a programas como Sister Wives, do canal pago TLC, e Amor Imenso, da HBO, e especialistas estimam que há entre 30.000 e 50.000 pessoas em uniões polígâmicas em todos os EUA. Embora polígamos residem por todo o país, os maiores enclaves se encontram em Utah, Arizona e outros estados do sudoeste devido às grandes populações de mórmons fundamentalistas vivendo ali.

Anne Wilde, uma mórmon fundamentalista e fundadora da organização de defesa dos direitos dos polígamos Principle Rights Coalition, espera que essas decisões representem um movimento em favor da descriminalização da poligamia.

"Acho que é um passo na direção certa", disse. "Como adultos em idade de consentimento, temos o direito de formar nossas famílias como acharmos conveniente, desde que não hajam outros crimes envolvidos (além da poligamia)".

Apesar de suas opiniões contrastantes em outras questões, defensores tanto a favor como contra a poligamia veem essas duas decisões como instrumentais para abrir as comportas para os casamentos plurais.

Tim Wildmon, presidente da Associação da Família Americana, centrada em valores cristãos, diz que derrubar a definição tradicional de casamento como sendo entre um homem e uma mulher deslegitima o argumento moral contra a poligamia.

"Isso abre a caixa de Pandora sobre como se define casamento neste país", disse. "Por que não ter três homens e duas mulheres se eles se amam? Por que limitar (o casamento) a duas pessoas?"

Mas a trajetória em direção a legalizar a poligamia não é tão simples, dizem estudiosos legais.

David Cohen, professor da Universidade Drexel especializado em direito de família, diz que a falta de aceitação generalizada da poligamia não é um bom presságio para sua legalização.

"Não há um movimento político neste país que esteja sequer perto de trazer os mesmos ganhos para a poligamia que foram trazidos para o casamento gay", diz.

Judith Areen, professora de Direito na Universidade de Georgetown, disse que os resultados desses dois casos são mais reveladores dos direitos do estado do que o potencial para a poligamia. Portanto, apenas o apoio à prática dentro dos estados traria essa mudança à tona.

"Se você está em um estado que não reconhece o casamento gay, esse estado não reconhecerá a decisão de Windsor", diz. "Esses casos sugerem que estados têm autoridade. Então enquanto os estados estão divididos sobre o casamento gay, eles são uniformes sobre a poligamia".

Ao contrário de outros nesse campo, Mark Goldfeder, professor de Direito na Universidade Emory, acha que as duas decisões têm impacto significante sobre o futuro da poligamia nos Estados Unidos. Goldfeder, que é especialista na interseção entre Direito e religião, diz que as cortes precisarão encontrar outras justificativas para manter estatutos anti-poligamia no lugar.

"É cem por cento provável que esses casos polígamos virão, mas eles não serão mais sobre se um relacionamento é imoral", diz Goldfeder. "A corte olhará se esses relacionamentos são prejudiciais a terceiros".

terça-feira, 25 de junho de 2013

Defensora do poliamor diz que o casamento gay "abre o caminho" da igualdade no casamento

É improvável que decisões da Suprema Corte sobre o casamento tenham impacto direto no status da poligamia e de outros relacionamentos com várias pessoas

A Suprema Corte dos EUA pode decidir a qualquer momento sobre contestações a duas leis que impedem o reconhecimento legal de casamentos de pessoas do mesmo sexo - a Lei de Defesa do Casamento (federal) e a Proposição 8, aprovada por eleitores da Califórnia - mas defensores de casais poliamorosos dizem que a "igualdade no casamento" para esse grupo minoritário é improvável num futuro imediato.

Anita Wagner Illig, uma porta-voz de longa data da comunidade poliamorosa que opera o grupo Poliamor Prático, não está certa do impacto direto de uma decisão que legalizaria o casamento de pessoas do mesmo sexo em todo o país.

Até recentemente, ela notou, "a comunidade poliamorosa expressou pouco desejo pelo casamento legal", mas agora mais opções parecem possíveis no futuro. "Nós poliamorosos estamos gratos por nossos irmãos e irmãs [LGBT] por abrirem o caminho da igualdade no casamento", disse Illig.

Illig acredita que na verdade há uma "ladeira escorregadia" com respeito ao reconhecimento legal da poligamia se a corte decidir em favor do casamento de pessoas do mesmo sexo no país inteiro, um argumento tipicamente invocado por detratores do casamento gay. "Um resultado favorável pela igualdade no casamento é um resultado favorável ao casamento com múltiplos parceiros porque a oposição não pode argumentar falta de precedentes para legalizar o casamento para outras formas de relacionamentos não-tradicionais", disse.

Mas Illig reconhece, "haverá um monte de reorganização necessária do sistema legal para estabelecer igualdade no casamento para casamentos com mais de duas pessoas. Um casamento de duas pessoas do mesmo sexo requer muito menos em termos de adaptação dos sistemas atuais, tais como Previdência Social, por exemplo, para acomodá-lo".

"É difícil prever" os efeitos colaterais legais possíveis das decisões da Suprema Corte" já que [os casos são] sobre reconhecimento oficial ao invés de criminalização", disse Jonathan Turley, professor de Direito da Universidade George Washinton, ao U.S. News.

Turley representa a família Brown, composta de quatro esposas e um marido, em sua contestação à lei de coabitação do estado de Utah. A família Brown estrela o reality show Sister Wives, do canal por assinatura TLC, que registra a vida diária da família, como também sua ida de Utah para Nevada depois que autoridades locais começaram a vigiá-los e abertamente considerar acusações criminais contra eles.

"Não há razão para que a decisão tenha impacto sobre a poligamia e particularmente sobre o caso da família Brown em Utah", disse Turley. "Polígamos estão onde casais homossexuais estavam antes de 2003 e da decisão Lawrence vs. Texas", um caso que derrubou leis contra relações consensuais entre pessoas do mesmo sexo, disse. "Nossa contestação é sobre a criminalização de relacionamentos plurais, não o reconhecimento de tais relacionamentos".

Numa entrevista datada de março com o NPR, Turley disse que muitas famílias polígamas são como os Brown. "Elas são muito modernas. As mulheres acreditam no divórcio. Elas vivem em cidades. Elas têm empregos. Mas são tratadas como criminosas", disse.

Pesquisas mostram que a aprovação de relacionamentos poliamorosos é baixa. Uma pesquisa do instituto Gallup realizada no mês passado descobriu que 59 por cento dos americanos considerava relações homossexuais moralmente aceitáveis, comparado com uma aprovação de apenas 14 por cento da poligamia.

Ao contrário da família Brown, que pertence a uma denominação mórmon fundamentalista, a base do relacionamento de Illig não é religiosa. Ela tem um marido que também tem uma namorada.

"Eu queria certamente buscar o casamento com múltiplos parceiros", disse. "Ele eliminaria um desafio comum que poliamorosos enfrentam quando duas [pessoas] estão legalmente casadas e outros em seus relacionamentos grupais não são parte daquele casamento".

As informações são do site U.S. News.

Petição online a favor da poligamia

O amigo Christiano José Jabur, de Assis (SP), criou uma petição a favor da descriminalização da poligamia no Brasil. A petição foi criada no Avaaz e é direcionada aos presidentes do Senado, Renan Calheiros, e da Câmara Federal, Henrique Eduardo Alves. Para votar na petição, basta clicar aqui e seguir as instruções. Ajude a divulgar a petição e envie o link para seus amigos e parentes que sejam a favor desse tema e peça para que eles enviem a petição adiante. Quanto mais assinaturas tivermos, melhor.

segunda-feira, 17 de junho de 2013

Dia dos Pais nos EUA: polígamos

Foto: Divulgação/National Geographic Channel
Famílias polígamas modernas estão criando uma mudança social na sociedade. Reality shows como Sister Wives e Polygamy, USA têm levado a um melhor entendimento desse estilo de vida. No mínimo, a revelação de sua dinâmica relacional sob escrutínio público lançou luz sobre os aspectos normalizados da unidade familiar. Durante este Dia dos Pais, eles experimentarão louvor e honra por sua dedicação às suas respectivas famílias. Os pais polígamos recebem mais ou menos louvores por suas contribuições? Em Polygamy, USA, Michael Cawley mantém a responsabilidade de três esposas e 18 filhos.

Numa entrevista com a correspondente da rede ABC Cecília Vega, Rose Marie Cawley, de 19 anos, explica sua jornada espiritual para encontrar o marido polígamo com quem ela está destinada a se casar. Vega pergunta a Michael Cawley se ele se importaria se sua filha se casasse com um homem de 70 anos.

Cawley respondeu: "Se é essa a resposta, que vem de nosso Pai Celestial, ótimo".

Essa afirmação pode provocar um grande choque do público, apesar dos aspectos normais de uma família polígama moderna. Muitos consideram um relacionamento entre uma mulher de 19 anos com um homem de 70 terrível, apesar das convicções religiosas.

No entanto, tem havido inúmeros relatos de mulheres mais jovens que se casam com homens bem mais velhos, sem quaisquer razões espirituais. Tipicamente, esses casos possuem um elemento financeiro no processo de decisão. Embora a sociedade possa ainda considerar esse tipo de relacionamento não-religioso inquietante, nós diferenciamos entre os dois cenários? Em outras palavras, importa se uma mulher escolhe um homem por razões religiosas ou por benefícios financeiros?

Michael Cawley decidiu expor sua vida como polígamo para o público a fim de descriminalizar a poligamia, que é ilegal nos 50 estados dos EUA. Ele menciona que a poligamia deveria ser considerada uma religião, não um crime.

Se um pai permite que sua filha se case com quem Deus escolhe para ela, a lei intervém e onde? Com 18 filhos em suas mãos, Michael ainda planeja ter mais, enquanto busca mais esposas. O homem deveria ter liberdade de ter quantas mulheres escolher juntamente com inúmeros filhos? Isso leva a uma discussão pública sobre controle populacional, mudanças econômicas numa dinâmica familiar, preocupações legais e impacto ambiental.

Vega pergunta à primeira esposa se ela tem escolha sobre quantas esposas podem se unir à família. Ela responde: "Na verdade não, porque do modo como eu entrei na família que eu acreditava que eu pertencia ao Michael, eu não posso dizer que ninguém mais pertence a ele. Isso é entre Michael e Deus".

A agência das mulheres num relacionamento polígamo é debatido regularmente entre estudiosos, comentaristas, feministas e críticos. Como Vega revela, embora as mulheres tenham o direito de escolher seu marido polígamo, isso é delegado por uma figura masculina, Deus, a quem elas se referem como "Ele" ou "Pai".

Dado a aceitação de Michael Cawley da hipotética escolha de sua filha (a escolha de Deus, de se casar com um homem de 70 anos de idade, o que isso implica em futuras situações comprometedoras? Por exemplo, e se esse homem mais velho abusasse dela com a desculpa de que era a vontade de Deus? Michael Cawling aceitaria tal afirmação? Isso ressalta a importância de como essa construção relacional em particular impacta a sociedade.

Embora seja impressionante que Cawley seja capaz de criar e prover para 18 filhos, não vamos nos esquecer que ele tem a assistência dedicada e a lealdade de três esposas. Kody Brown, pai e polígamo, no reality show Sister Wives é citado dizendo: "Amar múltiplas esposas é como amar múltiplos filhos". Essa observação sem escrúpulos provoca um obstáculo para a legalização ou a aceitação dessa dinâmica familiar dentro da sociedade. A sociedade já permite que relacionamentos opressivos operem legalmente dentro das construções heteronormativas da monogamia. Acolhemos bem a liberdade de uma família de escolher seu estilo de vida mesmo se ela negar os direitos individuais dentro da unidade? O Dia dos Pais é sobre agradecer, respeitar e honrar os homens que nos criaram. Nesse dia, torna-se, de alguma maneira, mais louvável ser um pai polígamo?

As informações são do blog de Andreea Nica, do Huffington Post.