Poligamia: união conjugal de uma pessoa com várias outras. Poliginia: estado de um homem casado simultaneamente com várias mulheres. Poliandria: estado de uma mulher casada simultaneamente com vários homens. Poliamor: prática, desejo ou aceitação de ter mais de um relacionamento íntimo simultaneamente com o conhecimento e consentimento de todos os envolvidos, não devendo no entanto ser confundido com pansexualidade. (Fontes: Dic. Houaiss/Wikipedia)
sexta-feira, 30 de agosto de 2013
TLC estreia novo reality show sobre poligamia
O canal pago americano TLC está se preparando para apresentar seus telespectadores a uma nova família polígama. Mas se você pensa que essa é apenas uma nova versão do reality show Sister Wives, você pode ser agradavelmente surpreendido pela reviravolta do programa sobre os valores poligâmicos.
O especial de uma hora My Five Wives vai estrear no dia 15 de setembro às 21h00. A série vai apresentar uma família polígama que abandonou a Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias, mais conhecida como Igreja Mórmon, em protesto a suas crenças conservadoras.
Como só o TLC sabe fazer, o sucesso do especial pode levar a uma série.
Brady Williams, suas cinco esposas e um total de 24 filhos, moram próximo a Salt Lake City. Eles acreditam em todo tipo de ideias progressistas que não são compartilhadas pela Igreja Mórmon, incluindo igualdade para todos e um Deus que aceita a todos.
Evitados por seus antigos irmãos da Igreja, a família diz que são polígamos por escolha e não apenas por causa de uma doutrina religiosa.
Produzido pela Relativity Television, a série também vai mais fundo nos relacionamentos da família que Sister Wives. Câmeras foram permitidas nos quartos e as mulheres falam abertamente sobre seus horários com Brady.
Para ler descrições sobre os participantes do especial, clique aqui.
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terça-feira, 20 de agosto de 2013
Quatro pessoas, cinco casais: conheça a rotina dos 'poliafetivos'
| Do lado superior esquerdo, em sentido horário - Sarah, Chris, Charlie e Tom. Tom tem um relacionamento há cinco anos com Sarah, que tem um noivo, Chris. Chris tem uma relação com Charlie, e as duas mulheres também são amantes. Na mesma casa vivem quatro pessoas que formam cinco casais, adeptos do chamado poliamor. |
Charlie está sentada em um sofá ao lado do marido, Tom, na casa do casal na cidade de Sheffield, no Reino Unido. Eles são casados há seis anos.Fonte: UOL Notícias
Do outro lado de Tom, no mesmo sofá, está Sarah, que tem um relacionamento há cinco anos com Tom. O noivo de Sarah, Chris, está na cozinha, fazendo chá.
Chris também tem uma relação com Charlie, e as duas mulheres também são amantes. Então, na mesma casa vivem quatro pessoas que formam cinco casais.
"Planejamos envelhecer juntos", afirma Charlie.
Os quatro estão envolvidos em um relacionamento "poliafetivo", que é a prática de manter relacionamentos íntimos simultâneos com mais de uma pessoa por vez, com o conhecimento e consentimento de todos os envolvidos.
O termo em inglês para "poliamor" ("poliamory") entrou no dicionário Oxford apenas em 2006. Trata-se de um tipo de relacionamento que ainda tão raro no Reino Unido que, em algumas ocasiões, Tom precisa dar explicações sobre sua vida pessoal.
"Tive muitas conversas com colegas nas quais eu comecei a explicar e eles só chegaram até (o ponto onde falam) 'então todo mundo trai todo mundo' e nunca consegui passar disso. Eu disse que não, todo mundo está bem com isso, todo mundo sabe o que está acontecendo, ninguém está enganando ninguém", afirmou.
Veto
Se algum deles quer se envolver com outra pessoa, terá que apresentar o caso aos outros três e todos têm poder de veto ao novo relacionamento.
"Não podemos usar o veto por motivo tolo, como por exemplo, gosto pessoal", afirmou Sarah. "Se você está saindo com alguém e eu não entender a razão de você achar a pessoa atraente, isto não será razão para eu falar não, você não pode sair com esta pessoa."
Todos afirmam que a única coisa que é encarada como infidelidade é a mentira.
"Por exemplo: antes de eu ir neste primeiro encontro ontem, me sentei com cada um dos meus três parceiros e chequei com cada um deles se estava tudo bem. Trair seria (algo como) eu sair escondida, dizendo que ia me encontrar com um amigo X e não dizer que era um parceiro romântico em potencial."
As regras e limites do relacionamento entre os quatro são negociados cuidadosamente.
E tudo começou duas semanas depois de Tom e Charlie se transformarem em um casal, quando Tom sugeriu que eles não fossem mais monógamos e, para Charlie, esta foi uma ótima ideia.
"Eu tinha medo de me comprometer pois nunca tinha encontrado alguém por quem eu pudesse me apaixonar completamente e exclusivamente. A ideia de esta não ser uma relação monógama permitiu que eu me apaixonasse profundamente por Tom sem medo de partir seu coração ao me apaixonar por outra pessoa", disse.
E, para Charlie, o fato de Tom ter se apaixonado por outra mulher, Sarah, não foi tão ruim.
"Bem, Sarah é adorável. Fiquei tão feliz por Tom estar feliz com ela", disse.
Mas Sarah teve problemas para contar para seu noivo, Chris, que tinha se apaixonado por Tom.
"Nós conversamos sobre isto e o que significava estar apaixonada por mais de uma pessoa e isto não significava que eu o amava menos. (...) Não é como seu eu tivesse uma quantidade de amor para dar apenas para uma pessoa. Posso amar quantas pessoas couberem no meu coração e acontece que são algumas", afirmou Sarah.
Chris e Tom acabaram ficando amigos, e Chris se apaixonou por Charlie.
"Nunca passou pela cabeça do Chris não ser monógamo - agora ele fala que nunca voltará atrás", disse Sarah.
Gerenciamento e segurança
O dilema de como gerenciar um relacionamento é algo que a terapeuta de casais Esther Perel presencia o tempo todo.
"Você pode viver em uma instituição monógama e você pode negociar a monotonia, ou você pode viver uma escolha não monógama e negociar o ciúme. Escolha seu mal", disse.
Mas, para Charlie, Sarah e Tom o ciúme não é um problema.
"Sempre há uma pequena quantidade de insegurança", diz Sarah, lembrando como se sentiu quando seu noivo se apaixonou por Charlie. "Mas compare meu pequeno incômodo com a enorme quantidade de amor que posso ver nos dois e, honestamente, senti que eu seria uma pessoa muito ruim se eu falasse que meu incômodo era mais importante que a felicidade deles."
Charlie afirma que o ciúme é gerenciado de forma diferente neste tipo de relacionamento. O motivo do ciúme não pode simplesmente ser cortado dos relacionamentos das pessoas envolvidas, o motivo do ciúme precisa ser analisado. E, algumas vezes, as conversas entre eles duram a noite toda.
"Nós conversamos muito mais do que fazemos sexo", conta Charlie, rindo.
Mas algumas pessoas apontam que é natural para os humanos se unirem em pares.
Segundo Marian O'Connor, terapeuta psicossexual no Centro para Relacionamentos de Casais de Tavistock Square, em Londres, o desejo de monogamia tem raízes profundas.
"Quando crianças precisamos de alguém que nos ame muito para poder progredir. Normalmente há uma pessoa que cuida da criança, geralmente a mãe. O relacionamento monógamo pode te dar um sentimento de certeza, um lugar onde você pode se sentir seguro e em casa", afirmou.
Agenda
"Na minha opinião é apenas um problema (o "poliamor") se sinto que um de meus parceiros está passando mais tempo com os outros parceiros do que comigo", disse Sarah.
Mas tudo é resolvido com a ajuda de uma agenda, que controla as noites de encontro.
"O casal que está em um encontro escolhe qual filme ver na TV e ajuda a controlar quem está em qual quarto", disse Charlie.
"Então, por exemplo, eu tenho uma noite semanal com Charlie. Então somos nós duas juntinhas, nós com a TV, nós indo para a cama juntas e tudo mais", disse Sarah.
Para a terapeuta de casais Esther Perel o "poliamor" é a "próxima fronteira".
"Temos uma geração que diz: nós também queremos relacionamentos estáveis, comprometimento e segurança, mas também queremos satisfação pessoal. Vamos ver se podemos negociar monogamia ou não monogamia de uma forma consensual que evite a destruição e a dor da infidelidade", disse.
Mas não é uma decisão simples. "A pessoas te olham de uma forma estranha na rua", diz Sarah, enquanto que Charlie diz que está se preparando para comemorar 30 anos sendo ridicularizada pelas pessoas. "Cada vez que você revela (a opção pelo "poliamor"), corre o risco de perder um amigo", diz.
Tom adota um otimismo cauteloso sobre a possibilidade que esse tipo de relacionamento se torne mais popular.
"Qualquer um que espere alguma grande mudança social de um dia para o outro está terrivelmente enganado, mas (a mudança) vai acontecer", disse.
Mas, enquanto a mudança não vem, os quatro estão planejando uma ceremônia não oficial para marcar o comprometimento entre eles.
quarta-feira, 31 de julho de 2013
Lista de discussão no Yahoo! Grupos
Grupo para discussões de questões sobre poligamia baseada no cristianismo. Como esse tema aparece frequentemente em listas mórmons e parece causar muita discórdia, esta lista irá proporcionar um local para discussão desse tema.
Temos uma política de não permitir que cópias de postagens desta lista sejam usadas contra usuários (ou não-usuários) desta lista de qualquer maneira. Este não é um fórum público, é o mesmo que minha sala de estar. O que é discutido aqui não sai daqui. (Isso também significa que somos gentis uns com os outros ou corremos o risco de sermos dobrados no sofá-cama.)
Este grupo não é especificamente para líderes da Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias ou qualquer outra religião organizada e qualquer informação obtida desta lista não pode ser usada por conselhos disciplinares sob qualquer condição.
Se você não concorda com essas políticas - por favor, saia da lista.
Se você tem quaisquer dúvidas que você não tem coragem de perguntar ao grupo, sinta-se livre para me mandar um e-mail privado. Por favor, inclua uma breve explicação de quem você é quando fizer isso.
A lista de usuários do grupo está disponível apenas para mim, então não se preocupe sobre outras pessoas verem quem você é - a menos que você poste e assine com seu nome, como alguns de nós. :-)
Apesar das políticas definidas aqui, por favor, esteja ciente de que não podemos impedir seu Bispo de excomungá-lo por postar aqui. Sinto muito.
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quarta-feira, 17 de julho de 2013
Quênia avança para a legalização da poligamia
Um projeto de lei que introduz mudanças profundas nas leis que governam a instituição matrimonial no Quênia acaba de ser introduzido no Parlamento desse país africano.
O projeto contempla a legalização da poligamia, sempre e quando a esposa ou esposas anteriores deem seu consentimento por escrito.
A lei também estabelece a divisão igualitária entre as esposas dos bens adquiridos no matrimônio quando este termina.
Uma cláusula controversa que proibia impor um preço às noivas – ou o pagamento de uma soma em dinheiro para a família da noiva por parte do noivo – foi eliminada.
As informações são do portal da emissora de TV britânica BBC.
O projeto contempla a legalização da poligamia, sempre e quando a esposa ou esposas anteriores deem seu consentimento por escrito.
A lei também estabelece a divisão igualitária entre as esposas dos bens adquiridos no matrimônio quando este termina.
Uma cláusula controversa que proibia impor um preço às noivas – ou o pagamento de uma soma em dinheiro para a família da noiva por parte do noivo – foi eliminada.
As informações são do portal da emissora de TV britânica BBC.
sexta-feira, 5 de julho de 2013
Esposas polígamas são mais felizes, diz rainha de tribo africana
| Rainha Nompumelelo MaMchiza, esposa do Rei Zulu Goodwill Zwelithini (Foto: Phumlani Thabethe/The New Age Online) |
Ela estava falando a mulheres líderes do parlamento de KwaZulu-Natal e da região norte do Cabo, na África do Sul.
A rainha disse que a maioria das mulheres casadas enfrentavam algum tipo de cenário polígamo, mas aquelas em casamentos polígamos estavam numa situação muito "melhor, porque todos sabem o que acontece nesse casamento".
"Posso telefonar para o meu marido a qualquer momento, porque mesmo se ele estiver com outra esposa, eu posso ligar porque nosso casamento é às claras", disse.
O presidente da África do Sul, Jacob Zuma, foi largamente criticado por se casar com mais de uma esposa.
A quinta esposa do rei Zulu Goodwill Zwelithini foi franca em sua discussão sobre casamentos tradicionais versus casamentos modernos.
"Essa é uma questão controversa que você me pediu para discutir aqui hoje mas tenho visto casamentos modernos de meus pais e tenho testemunhado elementos de destruição dentro deles. Eu vim de um casamento tradicional e posso dizer, é o mesmo roteiro com um elenco diferente.
A rainha, que vive no Palácio eNyokeni em Nongoma, a única residência tradicional do rei, é professora. Ela anunciou que as datas para o tradicional baile anual da cana Zulu seriam alteradas esse ano. Ela disse que o baile, que reúne 25.000 virgens Zulu no Palácio eNyokeni, coincidiam com os exames matriciais.
"Esse ano o baile vai acontecer a partir de 1º de setembro. O monarca está preocupado que o baile coincida com exames importantes, acrescentando que crianças a partir dos três anos deveriam participar do evento que se destina a mostrar a pureza das meninas", disse.
Ela foi contundente em seu ataque contra pessoas que criticam o baile.
"Algumas pessoas dizem que o rei escolhe uma esposa no baile. Isso é incorreto. Se fosse esse o caso, então ele teria 30 esposas porque esse o baile completa 30 anos em 2013".
As informações são do site The New Age Online.
sábado, 29 de junho de 2013
Polígamos consideram decisões da Suprema Corte dos EUA promissoras
Polígamos veem a revogação do DOMA e da Proposição 8 pela Suprema Corte dos EUA como um passo para uma maior aceitação social – e por sua vez, legal – da poligamia. Estudiosos legais, por outro lado, não estão tão otimistas.
No seu voto para EUA vs. Windsor, o Juiz Kennedy argumentou que a Lei de Defesa do Casamento, que define o casamento estritamente como entre um homem e uma mulher, é inconstitucional porque marca homossexuais como cidadãos de segunda categoria. Minutos depois, o presidente da Corte, juiz Roberts, derrubou a Proposição 8, uma emenda constitucional que baniu o casamento de pessoas do mesmo sexo na Califórnia
Enquanto essas decisões afetam diretamente apenas os estados que legalizaram o casamento de pessoas do mesmo sexo, aqueles que apoiam uniões plurais veem as revogações como um progresso para sua causa porque elas ampliam a definição de casamento.
A poligamia tem recebido exposição popular nos Estados Unidos devido a programas como Sister Wives, do canal pago TLC, e Amor Imenso, da HBO, e especialistas estimam que há entre 30.000 e 50.000 pessoas em uniões polígâmicas em todos os EUA. Embora polígamos residem por todo o país, os maiores enclaves se encontram em Utah, Arizona e outros estados do sudoeste devido às grandes populações de mórmons fundamentalistas vivendo ali.
Anne Wilde, uma mórmon fundamentalista e fundadora da organização de defesa dos direitos dos polígamos Principle Rights Coalition, espera que essas decisões representem um movimento em favor da descriminalização da poligamia.
"Acho que é um passo na direção certa", disse. "Como adultos em idade de consentimento, temos o direito de formar nossas famílias como acharmos conveniente, desde que não hajam outros crimes envolvidos (além da poligamia)".
Apesar de suas opiniões contrastantes em outras questões, defensores tanto a favor como contra a poligamia veem essas duas decisões como instrumentais para abrir as comportas para os casamentos plurais.
Tim Wildmon, presidente da Associação da Família Americana, centrada em valores cristãos, diz que derrubar a definição tradicional de casamento como sendo entre um homem e uma mulher deslegitima o argumento moral contra a poligamia.
"Isso abre a caixa de Pandora sobre como se define casamento neste país", disse. "Por que não ter três homens e duas mulheres se eles se amam? Por que limitar (o casamento) a duas pessoas?"
Mas a trajetória em direção a legalizar a poligamia não é tão simples, dizem estudiosos legais.
David Cohen, professor da Universidade Drexel especializado em direito de família, diz que a falta de aceitação generalizada da poligamia não é um bom presságio para sua legalização.
"Não há um movimento político neste país que esteja sequer perto de trazer os mesmos ganhos para a poligamia que foram trazidos para o casamento gay", diz.
Judith Areen, professora de Direito na Universidade de Georgetown, disse que os resultados desses dois casos são mais reveladores dos direitos do estado do que o potencial para a poligamia. Portanto, apenas o apoio à prática dentro dos estados traria essa mudança à tona.
"Se você está em um estado que não reconhece o casamento gay, esse estado não reconhecerá a decisão de Windsor", diz. "Esses casos sugerem que estados têm autoridade. Então enquanto os estados estão divididos sobre o casamento gay, eles são uniformes sobre a poligamia".
Ao contrário de outros nesse campo, Mark Goldfeder, professor de Direito na Universidade Emory, acha que as duas decisões têm impacto significante sobre o futuro da poligamia nos Estados Unidos. Goldfeder, que é especialista na interseção entre Direito e religião, diz que as cortes precisarão encontrar outras justificativas para manter estatutos anti-poligamia no lugar.
"É cem por cento provável que esses casos polígamos virão, mas eles não serão mais sobre se um relacionamento é imoral", diz Goldfeder. "A corte olhará se esses relacionamentos são prejudiciais a terceiros".
terça-feira, 25 de junho de 2013
Defensora do poliamor diz que o casamento gay "abre o caminho" da igualdade no casamento
É improvável que decisões da Suprema Corte sobre o casamento tenham impacto direto no status da poligamia e de outros relacionamentos com várias pessoas
A Suprema Corte dos EUA pode decidir a qualquer momento sobre contestações a duas leis que impedem o reconhecimento legal de casamentos de pessoas do mesmo sexo - a Lei de Defesa do Casamento (federal) e a Proposição 8, aprovada por eleitores da Califórnia - mas defensores de casais poliamorosos dizem que a "igualdade no casamento" para esse grupo minoritário é improvável num futuro imediato.
Anita Wagner Illig, uma porta-voz de longa data da comunidade poliamorosa que opera o grupo Poliamor Prático, não está certa do impacto direto de uma decisão que legalizaria o casamento de pessoas do mesmo sexo em todo o país.
Até recentemente, ela notou, "a comunidade poliamorosa expressou pouco desejo pelo casamento legal", mas agora mais opções parecem possíveis no futuro. "Nós poliamorosos estamos gratos por nossos irmãos e irmãs [LGBT] por abrirem o caminho da igualdade no casamento", disse Illig.
Illig acredita que na verdade há uma "ladeira escorregadia" com respeito ao reconhecimento legal da poligamia se a corte decidir em favor do casamento de pessoas do mesmo sexo no país inteiro, um argumento tipicamente invocado por detratores do casamento gay. "Um resultado favorável pela igualdade no casamento é um resultado favorável ao casamento com múltiplos parceiros porque a oposição não pode argumentar falta de precedentes para legalizar o casamento para outras formas de relacionamentos não-tradicionais", disse.
Mas Illig reconhece, "haverá um monte de reorganização necessária do sistema legal para estabelecer igualdade no casamento para casamentos com mais de duas pessoas. Um casamento de duas pessoas do mesmo sexo requer muito menos em termos de adaptação dos sistemas atuais, tais como Previdência Social, por exemplo, para acomodá-lo".
"É difícil prever" os efeitos colaterais legais possíveis das decisões da Suprema Corte" já que [os casos são] sobre reconhecimento oficial ao invés de criminalização", disse Jonathan Turley, professor de Direito da Universidade George Washinton, ao U.S. News.
Turley representa a família Brown, composta de quatro esposas e um marido, em sua contestação à lei de coabitação do estado de Utah. A família Brown estrela o reality show Sister Wives, do canal por assinatura TLC, que registra a vida diária da família, como também sua ida de Utah para Nevada depois que autoridades locais começaram a vigiá-los e abertamente considerar acusações criminais contra eles.
"Não há razão para que a decisão tenha impacto sobre a poligamia e particularmente sobre o caso da família Brown em Utah", disse Turley. "Polígamos estão onde casais homossexuais estavam antes de 2003 e da decisão Lawrence vs. Texas", um caso que derrubou leis contra relações consensuais entre pessoas do mesmo sexo, disse. "Nossa contestação é sobre a criminalização de relacionamentos plurais, não o reconhecimento de tais relacionamentos".
Numa entrevista datada de março com o NPR, Turley disse que muitas famílias polígamas são como os Brown. "Elas são muito modernas. As mulheres acreditam no divórcio. Elas vivem em cidades. Elas têm empregos. Mas são tratadas como criminosas", disse.
Pesquisas mostram que a aprovação de relacionamentos poliamorosos é baixa. Uma pesquisa do instituto Gallup realizada no mês passado descobriu que 59 por cento dos americanos considerava relações homossexuais moralmente aceitáveis, comparado com uma aprovação de apenas 14 por cento da poligamia.
Ao contrário da família Brown, que pertence a uma denominação mórmon fundamentalista, a base do relacionamento de Illig não é religiosa. Ela tem um marido que também tem uma namorada.
"Eu queria certamente buscar o casamento com múltiplos parceiros", disse. "Ele eliminaria um desafio comum que poliamorosos enfrentam quando duas [pessoas] estão legalmente casadas e outros em seus relacionamentos grupais não são parte daquele casamento".
As informações são do site U.S. News.
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